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Ari Aster revela que escreveu história de origem para Hereditário

Diretor de Midsommar: O Mal Não Espera a Noite contou que tem um roteiro ambientado no universo de seu aclamado terror de estreia

Ari Aster revela que escreveu história de origem para Hereditário (Divulgação)

O diretor Ari Aster (Midsommar) surpreendeu os fãs ao revelar que já escreveu um prelúdio para Hereditário, longa de terror lançado em 2018. A revelação aconteceu durante uma sessão especial do filme promovida pela American Cinematheque. Apesar disso, o cineasta afirmou que o projeto continua engavetado por não encontrar o momento ideal para ser realizado.

Eu escrevi um prelúdio para isso. Nunca parece a hora certa. É um prelúdio, não uma sequência, então não sei para onde isso vai”, declarou Aster durante a sessão de perguntas e respostas.

Além do possível retorno ao universo de Hereditário, Aster voltou a criticar o rótulo de “terror elevado”, frequentemente associado a seus filmes e aos de diretores como Robert Eggers (A Bruxa). “Eu odeio o termo ‘terror elevado’. Fui colocado nessa caixa e muitos fãs de terror ficaram ofendidos, como se eu estivesse dizendo que era melhor do que outros filmes do gênero. Mas eu nunca usei essa expressão”, afirmou.

Segundo o cineasta, Hereditário nasceu de seu amor pelos clássicos do horror e não de uma tentativa de reinventar o gênero. Ele citou diretamente O Bebê de Rosemary como uma das principais inspirações para o desfecho do longa estrelado por Toni Collette.

Aster também revelou que inicialmente concebeu a história como um drama familiar inspirado por experiências pessoais, mas percebeu que o terror tornaria os temas mais acessíveis ao público. “Quando passei tudo pelo filtro do horror, aquelas questões se tornaram mais fáceis de abordar”, explicou.

O diretor ainda relembrou as dificuldades para finalizar o projeto. Segundo ele, o ator e produtor Danny DeVito chegou a tentar viabilizar o filme, mas não conseguiu levantar o financiamento necessário. A produção acabou nas mãos de outro financiador, cuja identidade Aster preferiu não revelar, descrevendo aquele período como um dos mais difíceis de sua vida.

Apesar dos obstáculos, Hereditário se transformou em um fenômeno cult e permanece como a obra mais lembrada de sua carreira. O cineasta, porém, brincou com a situação. “É um pouco irritante. Tento melhorar a cada filme e me sinto mais orgulhoso dos trabalhos mais recentes, mas Hereditário continua sendo aquele pelo qual mais pessoas me abordam. Talvez Midsommar também.

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Angelo Cordeiro é repórter do núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo. Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas, escreve sobre filmes desde 2014. Paulistano do bairro de Interlagos e fanático por Fórmula 1. Pisciano, mas não acredita em astrologia. São-paulino, pai de pet e cinéfilo obcecado por listas e rankings.