Diretor de Backrooms, Kane Parsons critica IA em Hollywood: “Se pudesse fazer desaparecer, faria”
Estrelado por Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão) e Renate Reinsve (A Pior Pessoa do Mundo), Backrooms: Um Não-Lugar é baseado em viral do YouTube

Kane Parsons, diretor de Backrooms: Um Não-Lugar, criticou o uso de inteligência artificial em Hollywood e afirmou que, apesar de admitir que a tecnologia pode ser útil em questões do dia a dia, o seu uso criativamente pode ser prejudicial e, se pudesse, colocaria um fim nela.
“Se eu pudesse estalar os dedos e fazer a IA generativa desaparecer para sempre, provavelmente o faria. Criativamente, não sinto nenhum prazer em usar essas ferramentas. Isso derrota completamente o propósito [de fazer cinema] para mim”, afirmou ao The Australian. “É difícil discutir objetivamente porque há muito em jogo e muitas consequências genuinamente prejudiciais já acontecendo”.
Parsons confessou que as ferramentas de inteligência artificial o interessam, mas apenas como objeto de estudo: “O que mais me interessa é interrogá-la artisticamente. Já vivemos em um mundo onde você sai na rua e vê outdoors e placas que são lixo óbvio de IA. Isso se tornou parte da nossa realidade visual. Para mim, a IA generativa parece menos uma inovação e mais um sintoma de uma podridão cultural e econômica mais ampla”, explicou.
Qual é a história de Backrooms: Um Não-Lugar?
Em 1990, o vendedor de móveis Clark (Chiwetel Ejiofor, 12 Anos de Escravidão) descobre em sua loja um portal para os “Backrooms”, um labirinto infinito de escritórios surreais, e acaba se perdendo lá dentro, com o intuito de estudar o lugar.
Após o desaparecimento de Clark, sua terapeuta, a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve, A Pior Pessoa do Mundo), mergulha na dimensão impossível para resgatá-lo, sendo forçada a confrontar seus próprios traumas enquanto busca uma saída.
Qual é a origem de Backrooms?
The Backrooms começou como um fenômeno da internet e evoluiu para uma das obras de terror mais comentadas dos últimos anos, especialmente entre o público jovem.
Tudo começou em 2019, com um post no 4chan que mostrava uma imagem de um ambiente estranho e desconfortável, com iluminação fluorescente amarelada, carpete sujo e uma arquitetura repetitiva e labiríntica. A legenda dizia: “Se você não tiver cuidado e acabar atravessando a realidade nos lugares errados, vai parar nos Backrooms.
Essa ideia deu origem a uma creepypasta (lenda urbana da internet), que logo inspirou artistas, escritores e cineastas a expandirem o conceito. Em 2022, Kane Parsons, então com apenas 16 anos, dirigiu e lançou no YouTube o curta The Backrooms (Found Footage), um vídeo no estilo found footage, de filmagens encontradas, que mostra um jovem entrando acidentalmente nos Backrooms enquanto filma com uma câmera VHS. O vídeo rapidamente viralizou por seu clima angustiante, efeitos práticos criativos e atmosfera claustrofóbica.
O sucesso levou Parsons a criar uma série antológica, expandindo o universo com múltiplos episódios, criaturas, e uma mitologia própria, incluindo organizações secretas que investigam os Backrooms, portais entre realidades e eventos paranormais.
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