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Elon Musk divulga filme de Armie Hammer banido na Alemanha

Bilionário compartilhou Citizen Vigilante na íntegra no X após o longa ter sua distribuição restringida por conta de cenas de violência extrema

Elon Musk divulga filme de Armie Hammer banido na Alemanha (Marc Piasecki/Getty Images - Bruce Glikas/WireImage)

Elon Musk compartilhou, na última semana, o filme completo Citizen Vigilante em sua rede social, o X. O longa, dirigido por Uwe Boll (Postal) e estrelado por Armie Hammer (Me Chame Pelo Seu Nome), teve sua distribuição limitada na Alemanha após o órgão responsável pela classificação indicativa se recusar a atribuir uma faixa etária à produção por causa de suas cenas de violência extrema.

Na prática, a decisão impede que o filme seja amplamente anunciado ou exibido nos circuitos tradicionais do país, embora ele não tenha sido oficialmente proibido. Ao disponibilizar um link para assistir ao longa na íntegra, Musk ampliou o alcance de uma produção que enfrentava dificuldades para chegar ao público.

Por que o filme gerou polêmica?

Em Citizen Vigilante, Armie Hammer interpreta um empresário americano que vive na Croácia e decide fazer justiça com as próprias mãos. O personagem passa a perseguir criminosos violentos, estupradores, além de políticos e juízes que considera coniventes com esses crimes, transformando-se em uma figura controversa que divide a opinião pública.

Segundo a descrição oficial do filme, o vigilante se torna um herói para parte da população ao mesmo tempo em que é caçado pelas autoridades. O órgão alemão FSK (Voluntary Self-Regulation of the Film Industry) recusou a classificação indicativa da obra por considerar que sua violência extrema e a representação de ataques contra imigrantes poderiam incentivar crimes semelhantes.

Sem classificação etária, Citizen Vigilante não pode ser promovido de forma convencional na Alemanha nem exibido na maioria dos cinemas, embora sua venda seja permitida mediante verificação de idade.

Diretor processa órgão alemão

O diretor Uwe Boll (Rampage) afirmou que está processando o FSK pela decisão de não classificar o filme. Em entrevista, o cineasta classificou a medida como uma forma de censura e disse acreditar que ela viola a Constituição alemã.

Eu acho que fizeram isso de propósito”, continuou o diretor. “Foi uma decisão deliberada de censura. Contratei um advogado para reclamar, mas perdemos por seis votos a dois, pois me disseram que o filme incitava violência contra imigrantes.

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Angelo Cordeiro é repórter do núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo. Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas, escreve sobre filmes desde 2014. Paulistano do bairro de Interlagos e fanático por Fórmula 1. Pisciano, mas não acredita em astrologia. São-paulino, pai de pet e cinéfilo obcecado por listas e rankings.