Labirinto dos Garotos Perdidos, terror queer brasileiro, estreia nos cinemas
Misturando elementos de romance, horror e suspense, o longa de Matheus Marchetti dialoga com diferentes tradições do cinema de gênero

Labirinto dos Garotos Perdidos, novo filme de Matheus Marchetti (Verão Fantasma), estreia nos cinemas brasileiro nesta quinta-feira (4), distribuído pela FILMICCA, conhecida por sua curadoria dedicada ao cinema autoral no streaming e que agora expande sua atuação para as salas do circuito exibidor.
Qual é a história de Labirinto dos Garotos Perdidos?
Um garoto do interior se perde na madrugada da cidade grande, passando por uma série de encontros sexuais progressivamente bizarros, enquanto um assassino espreita pelas sombras da metrópole. Exibido na Mostra de São Paulo, o novo filme do cineasta brasileiro Matheus Marchetti acompanha um jovem numa jornada de autodescoberta, desejos e mistérios. Uma fábula urbana sedutora e mortal.
Misturando elementos de romance, horror e suspense, o longa dialoga com diferentes tradições do cinema de gênero e constrói uma narrativa que é ao mesmo tempo sensorial e provocadora. O próprio diretor define a obra como uma espécie de fábula contemporânea, que atravessa referências e linguagens para criar uma experiência singular.
O que achamos de Labirinto dos Garotos Perdidos?
Em Labirinto dos Garotos Perdidos, Matheus Marchetti se firma como um dos cineastas mais inventivos e autorais do cinema brasileiro recente. Seu novo filme carrega ecos das referências visuais que o formaram — do giallo ao musical, passando por essa vibe de fábula e conto de fadas — tudo filtrado por um olhar muito próprio de autor. Marchetti consegue transformar essas influências em linguagem e assinatura de forma genuína e natural, realizando um cinema de gênero e queer que o cinema brasileiro deveria conhecer mais e se orgulhar.
Fiel ao seu gosto pelo onírico, ele arquiteta essa fábula de descoberta sexual e identidade, onde morte e sexo caminham lado a lado, guiando o protagonista nesse labirinto à la Depois de Horas do Scorsese com as cores de Suspiria, entre encontros, corpos, gozo, pepino e sangue. É um cinema livre muito preocupado no poder da imagem, dos próprios corpos e no que eles representam na tela e também para aqueles atores. É corpo político, praticamente um manifesto nesse sentido. Muito vibrante, sensorial e humano.
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