Premiado no Olhar de Cinema 2026, Olhe Para Mim é uma fantasia queer provocativa: “O público quer filmes que saiam do lugar comum”
Longa de Rafhael Barbosa (Cavalo), estrelado por Rejane Faria (Marte Um), estreou na 15ªedição do festival curitibano e saiu com três prêmios, incluindo Melhor Direção

É difícil explicar Olhe Para Mim — e essa talvez seja a maior qualidade do longa dirigido pelo premiado Rafhael Barbosa (Cavalo). Exibido pela primeira vez na 15ª edição do festival curitibano Olhar de Cinema, de onde saiu com três prêmios da Mostra Competitiva Brasileira, a produção alagoana apresenta uma viagem — literal e metafórica — de autodescoberta em uma história assustadoramente bela.
Mesclando diferentes gêneros cinematográficos, incluindo drama, suspense, fantasia, terror e road movie, Olhe Para Mim conta a história de Marcelo (vivido pelo estreante Ulisses Arthur), um jovem que, há dez anos, lida com o misterioso desaparecimento de sua mãe e as difíceis mudanças que o acontecimento resultou.
A sua única chance de escapar de sua prisão é se juntar a uma dupla de misteriosos viajantes — vividos por Rejane Faria (Marte Um) e Luciano Pedro Jr. (Cangaço Novo) — em uma jornada que logo os coloca na fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos.
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Consagrado com o prêmio de Melhor Direção, Rafhael Barbosa celebra o sucesso do filme, apesar de sua proposta ousada: “É um filme muito arriscado. A gente fez um filme que é provocador, apesar de haver uma intenção de tocar o público a partir do sensível e não necessariamente do racional. Então, é claro, havia uma insegurança de como o público ia receber”, diz à Rolling Stone Brasil.
“E eu nunca tinha visto o filme, até então, com uma plateia. A gente exibia para a equipe, para amigos, mas é sempre diferente de exibir para um público que não te conhece, que não sabe nada sobre o filme”, completa. “E que bom que o filme está reverberando, está chegando nas pessoas, apesar de ele ser tão ousado, de ser tão provocador. Isso mostra que o público quer ser provocado, quer ser filmes que saiam do lugar comum. E eu fico muito feliz com isso.
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Sobre o prêmio de Melhor Direção, Barbosa destaca, principalmente, a sua habilidade de construir uma equipe forte para tocar os seus projetos: “Acho que a minha maior habilidade como diretor é a capacidade de, primeiro, montar uma equipe especial. Identificar talentos que têm o perfil daquele projeto, daquela história que eu quero contar. E, depois, de instigá-los a dar o melhor de si”, explica. “Nós estamos falando de um filme de Alagoas, de baixo orçamento, que ganhou o prêmio de Melhor Som, ganhou o prêmio de Melhor Direção de Arte”, acrescenta, relembrando as outras estatuetas conquistadas no Olhar de Cinema 2026.
“E isso só aconteceu porque a equipe inteira se engajou muito, com muita paixão. Foi um filme feito com muita paixão. No set, a gente se emocionava quase todos os dias, por saber o quão importante era aquilo que a gente estava fazendo. E as coisas que a gente estava lidando, os lugares para o quais estávamos indo, os signos que estávamos evocando. Então, eu fico muito feliz de ter esse dom, essa capacidade de agregar as pessoas em torno de um sonho. E fazer com que elas doem a alma para o filme”, completa.
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LEIA A MATÉRIA ORIGINAL EM: Conheça Olhe Para Mim, longa vencedor de 3 prêmios no Olhar de Cinema 2026