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A trágica história real por trás de O Eternauta, sucesso da Netflix

Recentemente renovada para a 2ª temporada, a série O Eternauta tem uma trágica história real ligada à ditadura militar na Argentina

ANGELO CORDEIRO | @OANGELOCINEFILO
por ANGELO CORDEIRO | @OANGELOCINEFILO

Publicado em 08/05/2025, às 11h15

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A trágica história real por trás de O Eternauta, sucesso da Netflix - Divulgação/Netflix
A trágica história real por trás de O Eternauta, sucesso da Netflix - Divulgação/Netflix

Recentemente renovada para a 2ª temporada, a série O Eternauta, primeira adaptação audiovisual do icônico quadrinho argentino criado por HéctorGermán Oesterheld e ilustrado por Francisco Solano López, vem sendo um sucesso de audiência na Netflix.

Escrita por Bruno Stagnaro e Ariel Staltari, a série de seis episódios conta com Ricardo Darín (O Segredo dos Seus Olhos) como protagonista. O que poucos sabem, é que a produção tem uma trágica história real por trás. Saiba mais:

Qual é a história?

No universo de O Eternauta, uma nevasca misteriosa e mortal matou milhões de pessoas durante uma noite de verão em Buenos Aires. Nesta realidade, Juan Salvo (Ricardo Darín) e seus amigos embarcam em uma luta desesperada pela sobrevivência.

"Mas tudo muda quando eles descobrem que a nevasca tóxica foi apenas o primeiro ataque de um exército estrangeiro invadindo a Terra. O único jeito de ficar vivo é se unir e lutar. Ninguém vai conseguir sobreviver sozinho", diz a sinopse.

Quem está no elenco?

Além de contar com Ricardo Darín no posto de protagonista, o elenco é formado também por César Troncoso (Impuros), Marcelo Subiotto (Amsterdam), Carla Peterson (Terapia Alternativa), Andrea Pietra (O Sinal) e outros.

A trágica história real por trás de O Eternauta

A obra disponível na Netflix combina ficção científica com crítica social e, por trás do sucesso, existe um drama real: o desaparecimento do autor HéctorGermán Oesterheld e de suas filhas durante a ditadura militar argentina, na década de 70.

Em 1969, a revista Gente encomendou uma nova versão da história - que teve a sua primeira lançada entre 1957 e 1959. A segunda edição teve um tom político mais claro e, segundo o pesquisador Fabio Bortolazzo Pinto, era uma crítica aberta ao autoritarismo e às injustiças sociais do país.

Em 24 de março de 1976, os militares assumiram o poder na Argentina. Oesterheld e suas quatro filhas — Diana, Estela, Beatriz e Marina — eram militantes do grupo Montoneros, opostos ao regime. Todos foram sequestrados em 1977. Nenhum deles foi encontrado até hoje.

A esposa de Héctor, Elsa Sánchez, lutou por anos para denunciar os crimes e manter viva a memória do marido e das filhas. O caso de Oesterheld se tornou símbolo da repressão contra intelectuais e artistas na Argentina.

Fonte: Gizmodo

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